segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A DOR DE UMA FAMÍLIA - parte 1

Dia 13 de agosto de 2018 minha família se viu no meio de uma tragédia. Era uma segunda feira após o domingo DIA DOS PAIS, quando eu me acordei às 4:30 da manhã e dei início ao meu dia, cheia de esperança e coragem para enfrentar mais uma semana de lutas e acreditando que nossa rotina de trabalho e luta seria a mesma. Mas infelizmente fomos marcados por uma grande tragédia, após fazer o café da manhã e me arrumar para ir à academia, quando abri o portão e fui me aproximando do carro tinha dois bandidos encapuzados e armados de revólver dentro da minha casa (na área externa).
O susto foi tão grande que comecei a gritar pedindo socorro. 
Meu filho DINOBERGH que morava vizinho acordou e veio em meu socorro, nesse momento um dos bandidos me soltou e disparou dois tiros em meu filho a queima roupa que já caiu no chão imóvel, na frente de sua esposa e do seu pai, eu atordoada no meio dessa confusão só ouvia os gritos com choro de todos inclusive do meu netinho de 4 anos que também acordou assutado e chorava muito. 
Consegui entrar em casa e apertar o controle remoto do portão elétrico que dar acesso a rua e foram chegando dois vizinhos que ajudaram a colocar meu filho dentro do nosso carro para levarmos ao hospital, enquanto isso os bandidos pularam o muro e fugiram sem levar nada, sem falar uma só palavra mas deixando um rastro de destruição.
Da minha casa até o hospital foi um longo caminho, meu filho desfalecendo, meu marido chorando desesperado e dirigindo, pedindo socorro e ultrapassando veículos e farol mesmo no vermelho enquanto eu no banco de traseiro segurava a cabeça do meu filho e tentava rezar pedindo a ajuda de Deus para salvar meu filho, mas Deus não me respondia o que eu queria ouvir ouvir.
Em meio a todo esse desespero ainda lhe perguntei, meu filho você consegue me ouvir? Quando ele me respondeu SIM senti que o mesmo havia juntado todas as forças para poder responder e ainda com a voz já fraca disse: Calma PAI, vai dar certo. Graças a Deus eles não fizeram nada com vocês.
Quando enfim chegamos ao Hospital Regional meu filho foi atendido pelo médico cirurgião Dr. Irami Filho que estava terminando o seu plantão mas ao ver o nosso desespero ficou e fez a cirurgia com o auxílio de uma grande equipe de médicos conhecidos que ao saberem da notícia foram chegando.
Enquanto meu filho lutava pela vida na sala de cirurgia, fomos levados para a delegacia de polícia para dar depoimento, aquilo tudo parecia um pesadelo, de volta ao hospital ficamos esperando acabar a cirurgia para falar com os médicos. Quando nos passaram a real situação que meu amado filho se encontrava na UTI eu senti que Jesus estava resgatando aquele filho que me trouxe tanta alegria ao nascer e tanta dor com sua partida.
Continua.....